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A população total da Amazônia legal é estimada em 28.990.627 para o ano de 2019, o que representa 13,80% da população estimada do país. A região como um todo apresenta um crescimento acima da média nacional, embora isto não seja uma regra para todos os estados da região.
Como pode ser visto na figura 1.1, os estados mais populosos da região são Maranhão e Pará, com populações estimadas de cerca de 7 e 8,5 milhões de habitantes, respectivamente. Apesar de seu tamanho, são estados em que já se estima crescimento menor. Entre 2000 e 2010, a população do Maranhão aumentou em quase 1 milhão de habitantes, já entre 2010 e 2019, a população aumentou em cerca de 500 mil pessoas. De maneira semelhante, a população do Pará aumentou em quase 1,4 milhão de habitantes no primeiro período, e no segundo, esse número caiu para 1,1 milhão.
Em seguida, temos os estados do Mato Grosso e Amazonas, com populações estimadas em 3,5 e 4 milhões aproximadamente. São estados com população ainda em expansão e para os quais o ritmo de crescimento não parece ter arrefecido. Entre 2000 e 2010, Mato Grosso e Amazonas registraram aumento de 500 e 600 mil pessoas aproximadamente, valor similar ao registrado no período seguinte.
Os estados menores também apresentam trajetória de crescimento bastante parecida nos dois períodos. Tocantins e Rondônia aumentaram sua população em cerca de 200 mil pessoas nos dois períodos, enquanto a população de Acre, Amapá e Roraima cresceu em cerca de 150 mil pessoas por período.
Figure 1.1: Fonte: IBGE - Censos Demográficos 2000 e 2010, Estimativas da população 2019.
Quando analisamos a figura 2.1, o cenário se inverte de certa forma. Pequenos estados como Amapá, Roraima e Acre apresentam um ritmo de crescimento acelerado, com taxas acima de 3% ao ano. Alguns estados maiores como Amazonas e Pará ainda apresentam ritmo de crescimento acima da média nacional, mas a diferença é pequena (0,2%). Algo similar ocorre com as taxas de Mato Grosso e Tocantins, bastante próximas a média nacional. Maranhão e Rondônia, por sua vez, já apresentam taxas de crescimento bem menores, de 1,5% e 1,2% ao ano, que sugerem que estes estados já estão “perdendo” sua população de alguma forma, provavelmente através da emigração.
É importante ressaltar que o Brasil já vive um contexto geral de desaceleração do crescimento populacional, embora a população brasileira ainda tenda a aumentar nas próximas décadas. Assim, a região como um todo não apresenta crescimento particularmente acelerado, ou “explosivo”.
Figure 2.1: Fonte: IBGE - Censos Demográficos 2000 e 2010.